
E prontos!
O Campeonato de Futebol Português chegou ao fim.
Houve muita emoção nestas últimas jornadas, tendo sido possível ao Sporting sonhar com a vitoria desse campeonato mas o Porto, líder desde a primeira jornada, ganhou, e diga-se que seria algo injusto se assim não acontecesse, apesar da 2ª volta fantástica do Sporting.
Fiquei foi algo confuso com os cânticos dos portistas. Quando os comecei a ouvir na televisão até pensei que quem tinha ganho o campeonato tinha sido o clube de Lisboa que, afinal, ficou em 3º lugar. Mas depois de os ouvir até ao fim percebi e confirmei, e vou-lhe chamar assim, a tamanha rivalidade doentia que existe entre esses clubes.
Parabéns a todos os portistas! Aproveitem vem a Vossa vitoria porque para o ano há mais e o Sporting, que ficou dois campeonatos seguidos em 2º lugar, não vai querer ficar de mãos a abanar.
Fil

De facto, nós homens, esquecemo-nos de deixar aqui os parabéns para todas as mulheres.
O dia 8 de Março teve a sua origem numa fábrica de tecidos em Nova Iorque no ano de 1857, numa greve, a exigir para as mulheres melhores condições de trabalho e “salário igual para trabalho igual”. 50 anos depois foi estabelecido esse dia como Dia Mundial da Mulher. Mas a ONU, apenas em 1975 – quando por cá andávamos entretidos em pequenas revoluções – o tornou dia oficial.
É assim que se faz a história e importa reconhecer neste caso que o acontecimento foi muito mais que simbólico. Alterou o papel da mulher na vida familiar, social e cultural. A mulher deixou de ser considerada um elemento menor da história, muitas vezes ganhando significado apenas quando associada ao homem.
É sabido que a luta das mulheres está muito longe da conquista real da igualdade.
Hoje em dia assistimos ao tráfico de mulheres imigrantes, artistas, modelos, disfarces de trabalhadoras, para não falar de empresários marialvas que trocam a mais velha por duas mais novas com uma displicência glaciar e que marginalizam a mulher no que toca à maternidade.
150 anos depois da revolta de Nova Iorque a mulher continua a ser usada e abusada na publicidade, na exploração mercantil, no papel humilhante de objecto de grandes teóricos do feminismo e empresários do machismo.
Contudo, nem por isso deixa de ter significado o Dia Mundial da Mulher. Pelo contrário, impõe-se como um grito de dignidade e libertação dos slogans de circunstância que geram novas escravaturas na vida social e familiar.
Muito me espantou a comunicação social não ter dado a devida importância a esse dia. E falo por exemplo dos telejornais que quando abordaram o tema, quer no próprio dia quer no dia a seguir, fizeram referência sim ao aproveitamento que o comércio fez do dia, às reuniões que as mulheres fizeram no dia indo jantar em grupos por todos os restaurantes nacionais, indo algumas para festas nocturnas (imagens passadas nos telejornais).
Penso que os nossos órgãos de comunicação não prestam o devido serviço público falando do real significado das mais diversas temáticas mas, pelo contrário, aproveitam-se dos temas para os explorarem de uma forma negativa. Enfim!
Parabéns a todas as mulheres!
Fil