Domingo, 29 de Outubro de 2006

Obra por acabar

         

Caros amigos 

Vocês já se questionaram sobre o monumento que está ser construído na nossa aldeia e cuja execução está a alguns meses parada! Porque será?

 

Antes de mais nada, coloco a questão sobre qual a real razão de tal construção? Não quero aqui ferir a sensibilidade religiosa de ninguém mas todos sabemos que temos uma Igreja a 2 km’s. Igreja essa que serve toda a nossa freguesia. Porque construir uma capela na nossa aldeia? Será que temos assim tantos devotos cristãos que necessitem de um espaço para orar!? Será que esta construção fará com que apareçam!? Será que é uma homenagem a alguém!? O que será afinal!? Estas são questões às quais gostaria de saber a resposta.

Poderia aqui abordar a parte arquitectónica desta obra mas não o vou fazer porque os gostos são diferentes de pessoa para pessoa.

 

Agora vou abordar a vertente dos custos.

Então digam-me lá uma coisa, porque fazer uma obra cuja junta de freguesia não tem dinheiro para pagar. Sim, é por isso que ela está parada a largos meses. O subempreiteiro cansou-se de esperar pelo pagamento e suspendeu os trabalhos. E muito bem, claro! A vida custa a todos e trabalhar para aquecer não me parece que seja muito correcto.

Isto revela uma falta de organização, planeamento e responsabilidade por parte dos nossos dirigentes.

 

Afinal onde está o 0,00000000000000000000000000000000000000000000000001% dos meus e vossos impostos aplicados nesta obra cujo beneficio para a aldeia ainda estou para saber qual é?

 

Bem, este assunto fez-me lembrar um outro. Todos sabemos que as finanças das juntas freguesia vivem dos desembolsos que as Câmaras Municipais lhes dão. Não têm outra forma de se auto-financiarem pois normalmente não geram receitas pois não têm meios para tal.

Então o que é que acontece quando se querem efectuar obras numa freguesia? De uma forma geral, é necessário apresentar um projecto junto da Câmara e espera pelo “desembolso”. Este demora sempre algum tempo pois ninguém anda a nadar em dinheiro. Quando este chega sabem o que acontece? Esse dinheiro servirá para tapar buracos, ou seja, pagar dívidas de outras obras já feitas e criar mais dívidas nas obras que se irão fazer. Assim acontecem casos como o apresentado em cima. Não há dinheiro pois ele foi desviado para outras dívidas.

 

Com todo o respeito que tenho pelos dirigentes camarários e de juntas de freguesia mas penso que têm uma falta de sensibilidade no que toca às finanças locais. Não faz sentido andar a endividarmo-nos para construir algo que não conseguimos pagar. Eu sei que vocês vão dizer, mas tem que ser para assim poder haver progresso, evolução, etc., etc., etc. Mas isto está errado. Tem que haver um trabalho, um planeamento cuidado deste tipo de projectos.

 

Já diz o ditado, “quem não tem dinheiro não tem vícios”, ou outro “quem não tem barriga não vai a bodas”.

 

Fica aqui a minha opinião de um aldeão preocupado com este estado de coisas.

 

Fil

sinto-me: preocupado
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publicado por netoscity às 22:13
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2 comentários:
De F.Mart a 30 de Outubro de 2006 às 10:45
SE demorar o mesmo tempo para acabar como o tempo que demorou até que começasse a ser construida , então sim "Bamos" ter obra para mais 100 anos e comparando com as obras de Stª Ingrácia podemos afirmar que afinal não demoraram assim tanto tempo.


De Edu a 30 de Outubro de 2006 às 16:52
Pois... esta é chamada uma obra da Sé, que dura, e dura, e dura, ....
Nunca vi um placard na Obra que indique quem mandou construir a Obra, bem como não vi a obra ter exposto uma licença de construção?!? Será porque a Junta não quer mostrar que está a construir algo para o qual não tem competência, gastando dinheiros públicos? Enfim...


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